PÁSCOA DO SENHOR

20/04/2014 11:41

PÁSCOA DO SENHOR

"O último inimigo a derrotar será a morteporque Deus sujeita tuddebaixo dos seus pés." 

(I Cor. 15,26)

 

·        FALA O PASTOR 
Mensagem pascal
Caríssimos filhos e filhas
Amados bispos, sacerdotes, diáconos, diaconisas e seminaristas

 

              A vós graça e paz da parte de Deus nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

             O caminho de Jesus - na dupla acepção indicada - morre no cume do cal vário? Se a resposta tivesse que ser afirmativa, a originalidade de Jesus, em si e na sua relação à comunidade, esgotar-se-ia no seu caráter paradigmático: único e irrepetivel como projeto pessoal, conservaria também no seu valor exemplar para seus seguidores.

              Essa não é, porém, a interpretação dos discípulos. Para eles, a história de Jesus não ficou limitada a sua vida terrestre. Qual foi a sua trajetória para além da morte? A tarefa da reflexão era descobrir, na dimensão pessoal do "Caminho" de Jesus, a sua peculiaridade irredutível, a sua significação permanente para a vida da comunidade.

            A primeira transformação necessária era dilatar o conceito. O caminho de Jesus não era só aquele que começava em Belém para desembocar na cruz. A morte não era término, mas etapa. Não era a entrada no abismo tenebroso, mas retorno ao Pai. (Jo 14,4-7)

            "Por fim apareceu aos Onze, quando estavam sentados a mesa. .. (Mc 5,/7)

        A ressurreição não pode ser definida nem descrita. Conta-se como apareceu aos discípulos o Ressuscitado. A representação mais comum é de uma aparição "que vem do céu". Antes que de "aparição" seria preciso falar de um acontecimento imposto de fora aos discípulos, com força irresistível. Trata-se de uma pessoa viva que lhes sai ao encontro pessoal; e a identificação do Ressuscitado é a experiência fundamental da Páscoa.

            Pois a Páscoa é o momento da iniciativa total e absoluta de Deus. O centro da experiência não dos discípulos, mas o do encontro do Deus vivo em JESUS CRISTO; de um Deus que não é relíquia do passado, nem futuro longínquo e obscuro, mas, presença atual.

 

          O acontecimento pascal constitui o fato decisivo que domina toda a vida da IGREJA cristã. Neste sentido ela é um "começo histórico". Mas foi também começo noutro sentido: o início da fé em JESUS como CRISTO e FILHO DE DEUS. Somente depois da Páscoa é que os discípulos foram capazes de assumir plenamente um título (Cristo-Messias) cujos modelos preestabelecidos foram despedaçados na própria cruz de JESUS. No nome de “Jesus Cristo” a Igreja confessa a identificação do Jesus terrestre e do SENHOR exaltado.

"Meu Pai trabalha até agora, eu trabalho também." (Jo 5,17)

            A concepção da Páscoa se desenvolveu. A exaltação é, agora, o começo da manifestação final. A passagem da idéia de Jesus Senhor da Igreja para a de Jesus Senhor do mundo leva consigo uma nova dimensão da fé: a exaltação como centro da fé. Ao mesmo tempo aparece uma dimensão relacional, do FILHO com o PAI: tudo desemboca na glória do Reino do Pai.

           Pelo batismo, somos eleitos e inseridos no Ministério Pascal de CRISTO, através da sua paixão, morte e vitória sobre a morte. E, nisto somos mais que vencedores. "Tende ânimo, eu venci a morte". (Jo. 16,33)

        O mistério pascal na realidade é CRISTO com toda sua força e energia, como primícias, depois os que pertencem a CRISTO, por ocasião de sua vinda.

            Precisamos agradecer sempre a Nosso Senhor Jesus Cristo pela salvação que nos propiciou através de sua paixão, morte e ressurreição. Jesus não só nos salvou mas, também mostrou como é importante a forma de vida que devemos viver. Devemos acreditar e trabalhar pelo engrandecimento da Sua Igreja, "para isso é que morreu CRISTO e retomou a vida, para ser SENHOR tanto dos mortos como dos vivos". (Rm 14,9)

        Devemos, pois, ser mansos e humildes de coração amar a DEUS e ao próximo para merecermos o Reino do Céu, assim seremos como os apóstolos, os discípulos e os santos padres ortodoxos, testemunhas verdadeiros da ressurreição de Cristo.

        “Eu sou a ressurreição e vida, quem crer em mim, ainda que esteja morto viverá. E todo aquele que vive e crê em mim  jamais morrerá” (Jo. 11,25-26)

Certo de que o Ressuscitado nos encherá de sua glória, de sua paz e de sua força, para que unidos, possamos construir um mundo melhor, com vida em abundância para todos, supliquemos ao Senhor da Páscoa:

       Pai Nosso .....

 

Secretaria Executiva da Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia, aos dezoito dias do mês de abril de dois mil e quatorze (18/04/2014)

 

 

 

                                                         



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