Sacramento da Penitencia

03/04/2011 08:27

Na PENINTÊNCIA ou RECONCILIAÇÃO o confessor absorve em virtude do poder recebido do Salvador, quando, depois da sua ressurreição, soprou sobre os apóstolos e lhes disse: “Recebei o Espírito Santo, os pecados serão retidos àqueles a quem os retiverdes”.

Uma criança Ortodoxa recebe comunhão desde a infância. Assim que ela tem idade para saber a diferença entre certo e errado e a compreender o que é pecado, provavelmente com a idade de seis ou sete anos, ele deve ser levado para receber outro sacramento: Arrependimento e Penitência, ou Confissão (em Grego, Metanoia ou exomologisis). Através desse sacramento, pecados cometidos depois do Batismo são perdoados e o pecador é reconciliado com a Igreja: Por essa razão esse sacramento é freqüentemente chamado de “Segundo Batismo.” Ao mesmo tempo o sacramento age como cura para a alma, porque o padre não dá só absolvição mas também conselho espiritual. Desde que todo pecado é pecado não só contra Deus mas também contra nosso vizinho, contra a comunidade, a confissão e a disciplina penitencial na Igreja dos primeiros tempos, era um assunto público. Mas com o passar dos séculos tanto no oriente quanto no ocidente a confissão no Cristianismo tomou a forma de uma conferência “privada” entre o padre e o penitente sozinho. O padre é estritamente proibido de revelar para qualquer terceira pessoa o que ele ouviu em confissão.

Na Ortodoxia a confissão é ouvida, não em um confessionário fechado com uma tela separando confessor e penitente, mas em qualquer parte conveniente da Igreja, usualmente no espaço imediatamente defronte à Iconostase; as vezes o padre e o penitente ficam por detrás de um anteparo, ou pode existir uma sala especial na Igreja se parada para confissões. Enquanto no ocidente o padre senta e o penitente se ajoelha, na Igreja Ortodoxa ambos ficam em pé (ou às vezes os dois sentam). O penitente fica de frente para uma mesa especial onde são colocados, a Cruz e um ícone do Salvador ou o Livro do Evangelho; o Padre fica ligeiramente de lado. Esse arranjo exterior enfatiza mais claramente que o sistema ocidental, que na confissão não é o padre mas Deus que é o Juiz, enquanto o padre é só uma testemunha e ministro de Deus. [...]

Depois disso o padre questiona o penitente sobre seus pecados e dá-lhe conselhos. Quando o penitente tiver confessado tudo, ele ajoelha ou abaixa a sua cabeça, e o padre, colocando sua estola (epitrachilion) sobre a cabeça do penitente e pondo a sua mão sobre a estola, diz a oração de absolvição. A fórmula Grega diz:

«O que você tenha dito para minha humilde pessoa,
e o que você tenha falhado em dizer,
seja por ignorância ou esquecimento,
o que quer que seja,
que Deus te perdoe neste mundo e no próximo…
Não tenha mais ansiedade; vá em paz!
Em eslavônico existe esta fórmula:
“Que Nosso Senhor e Deus, Jesus Cristo,
pela graça e generosidade de Seu amor pelo homem,
Te perdoe, meu filho (nome),
todas as tuas transgressões.
E eu, um indigno padre,
pelos poderes que por Ele me foram dados,
te perdôo e te absolvo de todos os teus pecados.»

 

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